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JUST MADRID ART FAIR ’10
18 a 21 Fevereiro 2010
Nikias Skapinakis Nikias Skapinakis, 2009 Patente até 14 de Fevereiro de 2010, a exposição poderá ser visitada
Não Sou Veado Não! Orgasmo Carlos, 2009 Orgasmo Carlos é o homónimo de um grupo de heterónimos.
PUNCTUM: FOTOGRAFIAS da colecção da fundação plmj
Pedro Cabrita Reis
A Galeria Fernando Santos estará presente na 1ª. Edição da Feira de Arte Contemporânea Espacio Atlántico em Vigo, Espanha.
Alguns reais
1 SÉCULO, 10 LÁPIS, 100 DESENHOS: VIARCO EXPRESS
EL PATIO DE MI CASA.
Daniel Barroca
Anos 70 Atravessar Fronteiras
Inaugurou no passado dia 5 de Setembro, na GE GALERIA na cidade de Monterrey México
ANDRÉ PRÍNCIPE SALA DO VEADO MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL - LISBOA
O ESCULTOR RUI SANCHES RECEBE PRÉMIOS AICA - ARTES PLÁSTICAS
Ao Pintor Jorge Pinheiro, Mário Dorminsky entregou o prémio Artes Plásticas «Teixeira Lopes», atribuído por um júri composto por Jaime Isidoro, João Cutileiro, Armanda Passos, José Gomes Pinho, José Rodrigues, Artur Santos Silva e Paulo Teixeira Lopes.
Homenagem e Esquecimento
“Há na história da escultura uma tradição celebrativa que é provavelmente tão antiga quanto a arte. No conjunto de obras da colecção do CAM, num total de 42, aqui reunidas, pretende-se identificar as intenções de homenagem e a presença do seu inverso, o esquecimento, a diferentes níveis e a partir de formulações contrastantes. Leonor Nazaré
![]() José Almeida Pereira “Diplomatique 01”, 2009 Escultura em papel de jornal, 33 x 190 x dimensão variável Inaugura no próximo dia 8 de Maio, em Lisboa, no Espaço Avenida, 211 uma exposição comissariada por Isabel Ribeiro, que apresenta obra de, (entre outros artistas) José Almeida Pereira. A nossa língua não cura “Acrescentar algo mais ao título desta exposição será apenas sublinhá-lo: A linguagem nem sempre sutura os ferimentos provocados pela comunicação e a nossa língua, ao invés da dos animais, não ajuda a sarar os ferimentos do corpo. Trata-se de deixar à linguagem e ao corpo de um trabalho artístico essa tarefa.” Patente nos Sábados e Domingos do mês de Maio das 15h30 às 19h30 Espaço Avenida Avenida da Liberdade, 211 1º. Dtº Lisboa
Promovida pelos serviços de museologia da Câmara Municipal de Tomar, a 33.ª Exposição do Núcleo de Arte Contemporânea é dedicada a Costa Pinheiro.
António Costa Pinheiro nasceu em Moura, em 1932. Formado na Escola de Belas-Artes de Lisboa, foi bolseiro em Munique e em Paris, cidade onde juntamente com René Bertholo, Lourdes Castro, Gonçalo Duarte, José Escada, João Vieira, Christo, e Jan Voss, participou do Grupo e do projecto editorial KWY.
Prémio Associação Internacional de Críticos de Arte / Ministério da Cultura de 2008 atribuído a Rui Sanches
O Júri deste ano, presidido por Manuel Graça Dias, com Leonor Nazaré, e João Pinharanda nas Artes Plásticas, e Ana Vaz Milheiro e José Manuel Fernandes na Arquitectura, decidiu premiar a obra de Rui Sanches (1954), umas das "que de modo mais forte marcaram a conjuntura artística portuguesa sobretudo nos territórios da escultura e do desenho.”
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Manuel Botelho | Madrinha de Guerra
Sábado das 10h-20h
ALBERTO CARNEIRO
A Noite é Triste” Desenho de João Tengarrinha
Palácio Vila Flor
BESart - "‘O Presente: Uma Dimensão Infinita’
O doclisboa é o único festival de cinema em Portugal exclusivamente dedicado ao documentário. |
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![]() In-Formal é um projecto, em desenvolvimento, que pretende aliar diferentes tipos de expressões plásticas e visuais de carácter experimental aos espaços formais e institucionais da cidade de Guimarães. De 18 de Outubro a 13 de Dezembro, num roteiro que contempla instituições várias da cidade tais como, o Museu Alberto Sampaio, a Sociedade Martins Sarmento, o Paço dos Duques de Bragança, o Tribunal, o Edifício do Antigo Hospital e o Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, 17 artistas, entre os quais destacamos Alberto Carneiro e Rui Sanches, desenvolverão uma relação de proximidade com o espaço, projectando uma obra específica para o local e desenvolverão a intercepção e a confluência das diferentes disciplinas artísticas, no sentido de ensaiar o aparecimento de novas linguagens. Interessa a este projecto acolher artistas emergentes, assim como artistas com um percurso artístico firme, revelando diferentes posições criativas e confrontando gerações. Para mais informações: www.laboratoriodasartes.net |
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André Príncipe “Smell of Tiger precedes Tiger”![]() Razan perguntou a Ganto, "E se as coisas aparecessem e desaparecessem sem cessar?" Ganto censurando-o diz-lhe, "Quem aparece e desaparece?" Shoyoroku (O Livro da Serenidade, C. Ts'ung-jung lu), compilado no séc.12 Após exposição recente na Galeria Fernando Santos, em simultâneo Porto/Lisboa, pode ver-se agora, e até ao próximo dia 25 Outubro, integrado no programa slideshow’series , uma extensiva antevisão da próxima publicação de André Príncipe, “Smell of Tiger precedes Tiger” Jack Presents cultura material contemporânea e arte CÇ. DO CORREIO VELHO 3 - 2ND LARGO DE SANTO ANTONIO DA SE 1100-171 LISBOA PORTUGAL Para mais informações: |
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Está patente ao público no Museu de Belas Artes de Murcia, na partir do dia 1 de Outubro 2008, a Exposição “Taxidermia Espiritual” do artista espanhol Santiago Ydáñez.![]() Da esquerda para a direita: O artista Santiago Ydáñez, o Conselheiro da Cultura e Turismo, Pedro Alberto Cruz, e o Director Geral de Belas Artes e Bens Culturais, Enrique Ujaldón. Com esta mostra, que permanecerá no Museu de Belas Artes até ao mês de Dezembro, dá-se início ao projecto Assíncronias que pretende “gerar um diálogo entre diferentes tempos através do qual um artista do presente dialoga com as obras realizadas há séculos atrás” - Pedro Alberto Cruz O Projecto Assincronias inicia-se com o diálogo estabelecido entre o artista Santiago Ydáñez e a colecção do Museu de Belas Artes de Murcia. Assim, em Taxidermia Espiritual, “uma das mais surpreendentes exposições que se vão realizar no panorama nacional este ano” (P.A.Cruz), Ydáñez estabelece um diálogo através de onze obras pertencentes à colecção permanente do Museu (MUBAM) ao mesmo tempo que presta homenagem aos artistas presentes na dita colecção. “Quando convidamos Santiago Ydáñez propus-lhe que a sua obra contemporânea dialogasse com a colecção do Museu e realmente superou todas as expectativas”, afirmou o responsável regional da cultura, que também explicou “que o artista, longe de impor uma disciplina nas obras, interveio em todo o Museu adaptando-se a cada uma das salas e moldando-se quase de uma forma camaleónica, passando da devoção Barroca, ao carácter mais sumptuoso, chegando ao Romantismo e inclusivamente à arte espanhola de finais do séc. XIX. Esta mostra é composta por onze trabalhos, entre os quais se contam telas, esculturas taxidérmicas e um grande linho de 12X8m.
Museo de Bellas Artes de Murcia |
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Seoul Museum of Art, Korea 11 Setembro a 5 Novembro 2008 81 artistas de 26 países , estando Portugal representado por Cristina Mateus, participam na 5ª. Bienal Internacional de Arte Multimédia de Seoul, a par de alguns outros artistas de renome internacional como Anish Kapoor, pela Índia e Olafur Eliasson pela Dinamarca. Esta Bienal tem vindo a ser, desde 2000, cada vez mais amplamente reconhecida não só em termos nacionais mas, e mais significativamente nos meios artísticos internacionais. Especificamente na sua 5ª. Edição, centrada na preparação da próxima década, e nesse sentido, com o principal objectivo de colocar questões essenciais tais como: “ O que é a arte multimédia?” “Quais as diferenças entre a arte tradicional e a arte multimédia?” “Quais as alterações provocadas nos meios artísticos por este tipo de arte?” “ Que tipo de consequências advirão destas mudanças?” O tema da Bienal deste ano “Turn and Widen” centra-se na enorme influência da arte multimédia na transformação e expansão da experiência estética desenhando novas formas e meios no universo artístico. Sob o tema “Turn and Widen”, esta 5ª. Edição da Bienal divide-se em três categorias: Luz, Comunicação e Tempo. Sob o tema da Luz, apresentam-se obras demonstrativas da forma como imagens e efeitos de luz podem ser expressos por ondas e ondulação electrónicas. Assim como obras que apresentam transformações de luz natural provocadas pela utilização de altas tecnologias. Seguidamente, e no que concerne a Comunicação, apresentam-se obras potenciadoras de experiências estéticas que incluam os cinco sentidos e não apenas, e como habitual, a visão. Igualmente se incluem nesta categoria obras que produzem uma alteração do real através da introdução da realidade virtual. Finalmente, e no que diz respeito ao Tempo, apresentam-se obras que incluem movimento provocado pela utilização de tecnologias avançadas, e igualmente peças que integram na sua génese os conceitos de mutabilidade e fluidez de imagem pela passagem do tempo. Incluem-se aqui também obras de video art e animação que desenvolvem narrativas decorrentes da passagem do tempo. Cristina Mateus está representada nesta Bienal com o vídeo “Conta-me coisas” apresentado na
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![]() Macha de André Gomes Vista da exposição - Porto
André Gomes foi um dos artistas seleccionados para a 5ª edição do BES photo, uma iniciativa do Banco Espírito Santo e do Museu Colecção Berardo. |
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A Exposição “Linha do Horizonte”, patente ao público nos passados meses de Maio e Junho na Caixa Económica Cultural do Rio de Janeiro, será agora apresentada no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, a partir do próximo dia 8 de Agosto estando patente ao público até ao final do mês de Setembro.
![]() No âmbito das Comemorações dos 200 Anos da Chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, inaugurou dia 5 Maio a exposição Linha do Horizonte, na Caixa Cultural do Rio de Janeiro. Uma produção da Direcção-Geral das Artes. Linha do Horizonte, organizada pelo Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes, sob a curadoria de Bernardo Pinto de Almeida, reúne 63 obras de 25 artistas portugueses, entre os quais, os artistas Alberto Carneiro, Álvaro Lapa, Costa Pinheiro, Cristina Mateus, Jorge Martins, Nikias Skapinakis e Valdemar Santos, representados pela Galeria Fernando Santos. As obras distribuem-se por três núcleos conceptuais - Aproximações, Paisagens Interiores e Desterritorializações -, que apontam as transformações ocorridas no campo artístico português, dos anos 1950 à actualidade. [ver lista de obras] A exposição define temporal e historicamente, a partir dos trabalhos seleccionados, os contornos do conceito de contemporaneidade, focando sobretudo a passagem do paradigma modernista à subjectividade pós-modernista e o modo como nessa transição surgiram novos entendimentos da paisagem, distintos dos estabelecidos pelas escolas romântica e moderna. Por outro lado, permite conhecer diferentes abordagens ao tema da paisagem, tanto ao nível conceptual como formal, num recurso a media tão diversos como a escultura, a instalação, o desenho, a pintura ou a sua combinação numa mesma obra. Segundo Bernardo Pinto de Almeida, "a função simbólica da paisagem sofreu mudanças ao longo da história. Se até o século XVIII ela representava apenas um cenário ou pano de fundo na obra do artista, a partir do século XIX ela projecta-se para um primeiro plano, ganhando luz e o movimento". Estiveram presentes na inauguração, o Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro e o Cônsul-Geral de Portugal no Rio de Janeiro. A exposição manteve-se aberta ao público até dia 15 de Junho. EXPOSIÇÃO Galerias 2 e 3 de terça a domingo, das 10h às 22h Av. Almirante Barroso, 25, Centro, Rio de Janeiro RJ. CEP 20031-003. Brasil T +55 21 2544 4080 / 7666 | E caixacultural.rj@caixa.gov.br | www.caixacultural.com.br ORGANIZAÇÃO Ministério da Cultura | Direcção-Geral das Artes |
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![]() Nikias Skapinakis A Mesa de Juan Gris, 2007 (Série Quartos Imaginários) “A composição do quadro evoca a estrutura plana da pintura de Gris e a tonalidade verde, a contenção do seu rico cromatismo. O jarro representado refere-se ao óleo de 1921, “Mesa em frente de uma janela” o copo ao pormenor de um desenho de 1910-11, “ Chaleira e Garrafa de Leite”. As uvas referem-se ao óleo de 1924, “O cacho de uvas”; O contorno do cacho evoca a geometrização de Gris, deduzida de Cézanne, enquanto o desenho interno das uvas sublinha o gosto pela exactidão naturalista de muitos dos seus desenhos a lápis sobre papel.” Nikias Skapinakis 2007 Organizada pela Cooperativa Árvore, inaugura no próximo dia 21 de Agosto na Sala Expo Arade em Portimão, a Exposição “OLHAR PICASSO Picasso e a Arte Portuguesa do Século XX”, uma reflexão sobre a influência de Picasso na pintura, escultura, desenho e obra gráfica de artistas portugueses. São comissários os pintores Rui Paes e José Emídio com a colaboração dos críticos e historiadores de arte Rui Mário Gonçalves, José Luís Porfírio e Laura Castro, autores dos textos que integram o catálogo, e que colaboram, também, na selecção dos artistas e obras apresentadas. Da exposição fará parte obra original de Picasso que, em conjunto com os textos críticos, melhor traduzirá e expressará a ligação que, a vários níveis, alguns artistas portugueses, desde Amadeo e Almada até aos nossos dias, souberam criar com Picasso. Serão apresentados cerca de 100 trabalhos entre pintura, escultura, desenho e obra gráfica de autores portugueses dos quais destacamos o pintor Nikias Skapinakis, representado pela Galeria Fernando Santos, que, num momento ou outro da sua carreira terão sido influenciados, de algum modo, pela obra do pintor espanhol. Está igualmente prevista uma série de conferências sobre o tema, bem como outras actividades paralelas ao acontecimento. Será editado um catálogo, amplamente ilustrado, onde constarão os textos críticos, reproduções das obras em exposição e notas biográficas dos artistas presentes. Exposição patente até 19 de Outubro 2008 Promoção: Expo Arade Animação, Empresa Municipal. |
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![]() Organizada pela Associação PROJECTO-Núcleo de Desenvolvimento Cultural, esta exposição mostra obras dos artistas premiados nas Bienais de Cerveira (Grandes Prémios e Prémios Revelação), nomeadamente, Costa Pinheiro, Manuel Baptista, Gerardo Burmester, Pedro Cabrita Reis e Rui Sanches, representados pela Galeria Fernando Santos, cujas obras fazem parte do Espólio do Museu da Bienal de Cerveira. Integram também esta mostra, obras recentes cedidas pelos artistas premiados. Exposição patente até 30 de Agosto 2008 Horário: Domingo a Sexta: 14h00 - 19h00 Sábados: 14h00 - 22h00 Apoio: Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira |
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Sob a orientação e programação do pintor Manuel Baptista, inaugura no próximo dia 9 de Agosto pelas 19H00 na Galeria Trem em Faro, a Exposição “Transparências” de Gerardo Burmester.![]() O trabalho de Gerardo Burmester (Porto, 1953) evoluiu, desde a década de 70, tendo em conta a pluralidade de discursos plásticos e das técnicas com as quais gera combinações inéditas. A performance foi outra das suas intervenções artísticas. Nesta exposição, o artista apresenta uma peça intitulada Intransmissibilidade (apresentada no âmbito do Porto 2001), composta por 11 recipientes de vidro com azeite e água. Completa a exposição dois trabalhos em acrílico e aço inoxidável, materiais que tem vindo a explorar nos últimos anos. Peças de consideráveis dimensões assinalam este novo elemento de pesquisa: o acrílico e as suas potenciais “transparências”. Esta exposição está integrada do Programa ALLGARVE 2008, com o apoio da Câmara Municipal de Faro patente até ao dia 30 de Setembro 2008 e poderá ser visitada no seguinte horário: Horário: Terça a Sexta: 12h30 00h00 Sábados e Domingos: 17h30 - 00h00 Encerra à Segunda-feira |
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Inaugura no próximo dia 5 de Julho pelas 19H00 no Palácio da Galeria/Museu Municipal de Tavira, a Exposição “COLECÇÕES PRIVADAS” de Pedro Cabrita Reis.
Gerardo Burmester No próximo dia 30 de Junho de 2008 inaugura o novo Centro de Arte Contemporânea (Núcleo de Exposições Temporárias) de Bragança em cerimónia presidida por Sua Excelência, O Primeiro Ministro, Engº. José Sócrates. Um projecto do Arqtº. Souto Moura, que acolherá a Exposição “As Cores Não Dizem Nada” de Gerardo Burmester, organizada pela Fundação de Serralves.
Gerardo Burmester inicia a apresentação do seu trabalho na segunda metade da década de 70, desenvolvendo várias acções performativas e configurando uma obra pictórica que associa referências neoromânticas à crítica irónica da condição da pintura e dos seus temas na situação portuguesa e internacional do momento. Em finais da década de 80, a obra de Burmester passa a utilizar o objecto e a instalação espacial como propostas de um teatro dos lugares por ela reinventados, aproximando e distanciando o espectador em jogos de sedução visual tão atractivos quanto frios no perfeccionismo intocável dos materiais utilizados: madeira folheada, alumínio polido, feltro industrial. No trabalho especificamente realizado para o Centro de Arte Contemporânea de Bragança, o artista apresenta um conjunto de elementos coloridos de alumínio polido cujos volumes pontuam o lugar num itinerário que tanto reflecte a imagem do espectador como sublinha a exterioridade deste em relação ao alinhamento daqueles no espaço.
Créditos fotográficos: Rita Burmester RUI SANCHES MUSEUM MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA, LISBOA DE 17 MAIO A 31 AGOSTO 2008 ![]() Museum é uma exposição que questiona a natureza da obra de arte, o seu poder e os seus limites. Passando para “o outro lado do espelho”, o visitante entra numa instalação onde o espaço foi totalmente trabalhado pelo autor. A arquitectura da galeria de exposições temporárias do Museu Nacional de Arte Antiga foi pintada de uma determinada cor e, dentro dela, foi criada uma arquitectura efémera em ferro e painéis de madeira, de uma cor contrastante que replica a existente e que serve de suporte para a maioria das obras expostas. Nesse espaço transformado encontram-se obras escolhidas das colecções do MNAA (pinturas de vários géneros e épocas, objectos decorativos e mobiliário de diversas origens geográficas) em diálogo com peças de Rui Sanches, especificamente concebidas para esta exposição. Esculturas, desenhos e pinturas sobre aço, criam relações de vários tipos com as peças do MNAA. Relações que são por vezes directas, como as que existem entre a Anunciação de Frei Carlos e os desenhos feitos a partir do quadro, ou de outra ordem temática, formal, de ambiente, etc. As peças são expostas de forma a evidenciar a sua presença, dramatizando a relação com o espectador, através de estratégias de montagem por vezes pouco ortodoxas. Cria-se assim um ambiente global, onde não existe um percurso narrativo linear, mas uma série de momentos, em que se estabelecem, em várias direcções, relações entre as obras, e para além e aquém delas, com o espaço físico e institucional envolvente.
“Neste projecto pretendo investigar a relação entre algumas das linguagens artísticas da tradição Ocidental, em si mesmas e na sua relação com outras culturas, e as linguagens da arte contemporânea. Essa relação é, do meu ponto de vista, prioritariamente jogada no espaço museológico. No espaço do Museu Nacional de Arte Antiga vou criar uma “instalação” que problematize a relação que se estabelece entre vários tipos de objectos artísticos e, sobretudo, entre o olhar do espectador e esses objectos. Este projecto será realizado sob a forma de uma exposição/instalação e de um catálogo. A instalação incluirá doze objectos escolhidos das colecções do MNAA: - Pintura flamenga de autor anónimo “Cristo coroado de espinhos” - Jan Saenders “S. Jerónimo” - Patinir “S. Jerónimo numa paisagem” - Piero della Francesca “Sto. Agostinho” - Pintura portuguesa de autor anónimo “Sto. António” (verso: “Vanitas”) - Frei Carlos “Anunciação” - Josefa d’Óbidos “Natureza morta” - A.D. Sequeira “Retrato do Conde de Farrobo” - Relicário gótico com pintura da cabeça de Cristo - 4 Caixas chinesas acharoadas e douradas - Caixa/baú indo-português - Pintura chinesa sobre espelho do século XIX E diversas esculturas e obras bidimensionais da minha autoria. Na galeria será criado um percurso/narrativa. O espectador entra na exposição passando para trás de um painel espelhado e depara-se com um espaço onde uma construção linear (em tubo de ferro de secção quadrada com 3 cm de lado) autonomiza e sublinha o desenho da arquitectura. Esta estrutura metálica serve simultaneamente para suportar os painéis de MDF pintado sobre os quais estão pendurados os quadros. Ao longo do percurso o espectador vai encontrando algumas das peças do MNAA em situações que não são as habituais: pinturas colocadas demasiado alto, parcialmente tapadas por um painel ou vistas através do seu reflexo num espelho. Os materiais estabelecem a transição para o meu trabalho: nalgumas das minhas peças o mesmo tipo de perfil de ferro e de painéis aparece também mas integrados dentro da economia da obra. Os vários tipos de bases ou plintos utilizados vão desde o plinto igual ao utilizado na museografia da colecção permanente à base como parte da escultura. Cria-se assim um processo de continuidade entre o edifício Museu, com a sua arquitectura institucional específica, as obras contemporâneas e, através delas com o espectador. Pretende-se que o espectador seja afectado globalmente pela experiência da instalação, simultaneamente a nível intelectual e sensorial. A escolha das obras da colecção do MNAA obedeceu a vários tipos de critérios: desde opções afectivas até escolhas mais operativas e conceptuais. O quadro de Piero della Francesca foi escolhido pela sua qualidade intrínseca (é uma obra prima num tempo em que esse conceito é por vezes olhado com desconfiança) e por ser em si mesmo um “museu”: a série de cenas da vida de Cristo que aparecem representadas na estola do santo é uma exposição dentro da exposição. Há obras dos diversos géneros da pintura; retrato, paisagem e natureza morta, obras religiosas e laicas, obras com um carácter mais pungente outras mais lúdicas, obras europeias ou orientais, de origem indiana, chinesa, produzidas para consumo próprio ou para o mercado europeu. As minhas peças estabelecem com as peças do MNAA relações diversas: de diálogo, acentuação de um determinado clima, comunhão no carácter temático, utilização e transformação de determinados dispositivos significantes. Há apenas um grupo de desenhos em que é utilizada uma obra específica como ponto de partida: a totalidade e pormenores da “Anunciação” de Frei Carlos. O catálogo é composto por dois textos, um da autoria de Paulo Henriques e outro de Maria Helena de Freitas, cerca de vinte e cinco imagens a cores, sendo que dadas as características da exposição, algumas delas são da própria exposição/instalação.” Rui Sanches
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