JUST MADRID ART FAIR ’10
CURATORS DESK - ON THE TABLE

Com curadoria de
FILIPA OLIVEIRA + MIGUEL AMADO

NOÉ SENDAS
Back Facing the Wall,
2010
Escultura, polyester, resina epóxida e roupas, 90 x 70 x 70cm

On the Table “Para se saber o que quer que seja acerca de uma mesa, é necessário conhecer factos que a relacionem com coisas que nos são familiares” , escreveu um dia o filósofo Bertrand Russell. On the Table significa que se uma ideia foi proposta, ela foi posta à disposição para debate publico.  Sendo a “mesa” um objecto, “em cima da” sugere as dimensões simbólicas que desde sempre lhe foram associadas, que incluem os actos de comer, beber, trabalhar e falar. A ênfase é dada por Russell a estas funções e sintetiza a proposta dos curadores. On the Table consiste numa série de conversas diárias com convidados de Madrid durante a semana da feira, assim como uma série de apresentações diárias levadas a cabo por artistas numa tradição de  “lecture-performance”. Como se de uma conexão em rede para uma discussão informal de tópicos oportunos se tratasse, este projecto envolve artistas, profissionais e a audiência numa plataforma discursiva que evoca a história e a pedagogia da arte.

Filipa Oliveira + Miguel Amado é uma dupla de curadores portugueses fundada em 2004. Organizaram várias  exposições e projectos em Portugal e no estrangeiro. Impossible Exchange foi o seu mais recente projecto de comissariado para a Edição de 2009 da Frieze Projects na Frieze, Feira de Arte em Londres.

 Noé Sendas (Bruxelas, 1972) vive e trabalha em Berlim e iniciou o seu percurso artístico no final dos anos 90. Sendas recorre a diferentes meios de expressão: vídeo, escultura, desenho, som e instalação. Referências mais ou menos explícitas a artistas, literatura, cinema e musica são parte importante da matéria prima das suas criações. Temas específicos relacionados com a reflexão e prática nas artes visuais podem também ser acrescentados ao seu repertório, como sendo, o corpo como uma entidade simultaneamente teórica e material; os mecanismos de percepção do observador e o potencial discursivo dos seus métodos expositivos. O tema principal e recorrente de Sendas é a exploração do conceito de perda.

18 a 21 Fevereiro 2010
La Longa | Nave de Terneras | Arganzuela | Madrid





  

Nikias Skapinakis
Desenho  a Preto e Branco e a Cores
Antologia Gráfica,1958-2009

Inaugura no Centro Cultural de Cascais, no próximo dia 16 de Dezembro pelas 21.30, numa parceria entre a Fundação D. Luís I e os Artistas Unidos,

Desenho a Preto e Branco e a Cores
Antologia Gráfica, 1958-2009

“Em  1962 comecei a pintar uma vista de marquises nas traseiras de uma rua de  Lisboa.
Ao contrário do que habitualmente fazia, não empreguei logo a cor na definição dos planos mas desenhei-os utilizando um óleo acastanhado. Depois, pintei o céu com um azul esverdeado, recortando o perfil dos prédios; preparava-me para introduzir a cor no monocromatismo  da composição quando verifiquei que tal não era possível.
O desenho tinha-se sobreposto. Limitei-me, recordado de Mondrian, a introduzir pequenos rectângulos  de cor, nas janelas, que pontuaram o quadro.  Mas, desde essa altura, o desenho passou a estruturar antecipadamente a minha pintura.
Não se tratava, contudo, de colorir o esboço; na verdade o desenho passou a definir  os planos do quadro, contendo implícito um projecto da cor.
Só em 1985 o desenho se tornou verdadeiramente autónomo no meu trabalho.  Até aí, desde os anos 50, tinha sido preenchido pelas ilustrações e sobretudo pelas litografias, além de uns raros desenhos a lápis ou a caneta.
As ilustrações utilizando uma técnica mista, começaram  em 58, com a edição especial de “Quando os Lobos Uivam” de Aquilino Ribeiro, de resto, logo apreendida;  ilustravam com os seus planos cinematográficos, as revoltas campesinas, o julgamento no Tribunal Plenário e outras situações do romance, terminando nos lobos que punham a descoberto a caveira de um vilão justamente assassinado. A prática litográfica começou,  igualmente em 58,  na Cooperativa Gravura e continuou nos anos 60 e 70, sempre a preto e branco, referenciando paisagens, circos e figuras populares.
As litografias acompanharam a expressão lírico-expressionista da pintura, transferindo a cor para a utilização das infinitas nuances do preto para o branco.
Em  63 apareceram alguns desenhos a lápis; retratos e paisagens, a que chamei Desenhos do Aljube e, em 72, esta tendência figurativa foi contrariada com desenhos abstractizantes de pequeno formato que se inscreviam na maneira que, na pintura, designei como Parafiguração.
A autonomia do desenho foi, portanto, até 85, relativa.  Nessa altura, porém, verificou-se uma espécie de “explosão” e, a partir dela, o desenho passou a constituir uma prática regular que, relativamente ao suporte, se dividiu entre o papel higiénico e o papel de embrulho.”
 

Nikias Skapinakis, 2009

Patente até 14 de Fevereiro de 2010, a exposição poderá ser visitada
de 3ª. a Domingo das 10.00 às 18.00

Fundação D. Luís
Centro Cultural de Cascais
Avenida Rei Humberto II de Itália, Cascais
214848900 / 214848903
Apoio: C.M. Cascais, Companhia de Seguros Allianz e Bestartis – O Portal das Artes





João Louro
 
O Centro de Artes Visuais apresenta a exposição The Hustler, de João Louro, a inaugurar sexta-feira, 20 de Novembro, pelas 22H00.

Esta exposição, comissariada por Albano Silva Pereira e Miguel Amado, contempla várias obras inéditas, a par de outras realizadas recentemente, que abordam o imaginário do jogo, desde a iconografia deste universo à psicologia do jogador.
Considerado um crítico da economia simbólica que define a modernidade, o artista emerge nesta exposição como um livre pensador debruçado sobre a condição humana.
João Louro explora a iconografia da civilização ocidental através da análise do poder da imagem e da natureza polissémica da linguagem. “The Hustler” cita o filme homónimo de Robert Rossen, de 1961, que examina a figura do jogador. Nesta exposição, o artista aborda o imaginário do jogo. Reúnem-se, assim, obras inéditas e realizadas nos últimos anos que representam a atmosfera dos casinos, as sensações de vício e de prazer, o fascínio pelo dinheiro e a inconstância da fortuna. Constituindo esta temática uma preocupação actual, encontram-se porém várias conexões com o corpo de trabalho de João Louro, entre as quais a omnipresente problematização da relação do “American way of life” com a cultura visual contemporânea.
 
João Louro (Lisboa em 1963), estudou Arquitectura na Universidade de Lisboa e Artes Plásticas no Ar.Co, também em Lisboa.
Expõe regularmente desde inícios dos anos 90. Das suas recentes exposições individuais, destacam-se destacam-se “Runaway Car Crashed #2” (Museu de Serralves, Porto, 2000), “La Pensée et L’Érreur” (Fundació Joan Miró, Barcelona, 2001), “Blind Runner” (Centro Cultural de Belém, Lisboa, 2004), “Play, Rec, and Pause” (Christopher Grimes Gallery, Santa Monica, 2006), “Big Bang” (Cristina Guerra Contemporary Art, Lisboa, 2007), “L.A. Confidential” (Christopher Grimes Gallery, Santa Monica, 2008), “Johnny Cash, Roy Orbison e Elvis Presley” (Galeria Fernando Santos, Porto, 2008) e “Running with Bonnie & Clyde” (Museu do Caramulo, Caramulo, 2009). Das suas recentes exposições colectivas, destacam-se “The Experience of Art/51st Venice Biennial” (Pavilhão Italiano, Veneza, 2005), “Art Practices in Public Domain” (no âmbito do “Insite 05”) ( S. Diego/Tijuana, 2005) e “Entre o Céu e o Mar”, no âmbito do “Art Algarve 09” (Centro Cultural de Lagos, Lagos,2009).

Centro de Artes Visuais - CAV
21 Novembro 2009 a 28 Fevereiro 2010
Terça a Domingo
Pátio da Inquisição 10 Apartado 6026, 3000-221  COIMBRA
239826178
www.cav.net4b.pt





Não Sou Veado Não!
Museu Nacional de História Natural – Sala do Veado
Patente de 6 a 29 Novembro 2009

Foi colocado à porta da Sala do Veado, nos edifícios da antiga Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, um aviso que refere que a exposição "NÃO SOU VEADO NÃO" da Orgasmo Carlos Foundation contém obras que podem ferir a susceptibilidade de algumas pessoas e que não é aconselhável a crianças sem acompanhamento de adultos.
Como é que a arte ainda pode ser chocante? A exposição está de porta fechada.
É um inédito em Portugal. A última vez que foi colocado um aviso à porta de uma exposição foi em N.Y. com a exposição Sensation no PS1 (1999) e foi um escândalo internacional.
"Orgasmo Carlos é o maior génio da arte contemporânea. A gargalhada libertária. O castigador dos vendilhões do templo. O carrasco dos aldrabões que pontificam na arte em Portugal dos últimos 50 anos. O palhaço rico e o palhaço pobre da arte portuguesa. O único que não é escravo da arte a preto e da arquitectura a branco."

Orgasmo Carlos, 2009

Orgasmo Carlos é o homónimo de um grupo de heterónimos.
Como figura, emblema e construção, Orgasmo Carlos é o mais português dos artistas contemporâneos. A liga de cavalheiros extraordinários que heterónimamente trabalha para este colosso não deseja a divulgação da identidade dos seus membros pela simples razão de que tal situação não se integra nas coordenadas do seu programa.
Às exposições realizadas no terreno da realidade somam-se as realizadas no domínio do imaginário.
  
Museu Nacional de História Natural - Sala do Veado
Endereço: Rua da Escola Politécnica, 58 - Lisboa
Horários: Ter a Sex: 10h-17h; Sáb e Dom: 11h-18h.
Telefone: 213 921 824
www.mnhn.ul.pt





PUNCTUM: FOTOGRAFIAS da colecção da fundação plmj

Concebido e organizado por Miguel Amado

A Fundação PLMJ apresenta o livro “Punctum: Fotografias da Colecção da Fundação PLMJ”, redigido por Miguel Amado, que traça uma panorâmica do acervo fotográfico desenvolvido pela Fundação PLMJ, focando a atenção nas aquisições recentes.

Esta publicação insere-se na linha editorial da Fundação PLMJ dedicada à divulgação da arte portuguesa contemporânea através de obras pertencentes à sua colecção. Assim, na sequência de títulos dedicados ao vídeo, aos anos 80 e 90 e à década de 2000, a Fundação PLMJ lança, agora, um volume centrado no núcleo fotográfico do seu acervo. Assinado por Miguel Amado, comissário da Fundação PLMJ, este livro reúne 90 obras realizadas por 50 artistas, desde consagrados a emergentes.  Com este projecto, a Fundação PLMJ cumpre, mais uma vez, a sua missão divulgadora da cultura actual do nosso país.

A Fundação PLMJ, instituída pela sociedade de advogados PLMJ – A.M. Pereira, Sáragga Leal, Oliveira Martins, Júdice e Associados, sob o lema “Uma sociedade de advogados como espaço de cultura”, é uma das principais instituições culturais do nosso país. A Fundação PLMJ apoia a arte portuguesa desenvolvendo uma colecção representativa da produção contemporânea e promovendo exposições, livros e outros projectos. A Colecção da Fundação PLMJ inclui obras realizadas em diversos meios de expressão, desde a pintura, o desenho e a escultura à fotografia e ao vídeo. O acervo compreende não só artistas consagrados, mas também em início de carreira. O trabalho desenvolvido pela Fundação PLMJ constitui um gesto pioneiro no panorama coleccionista em Portugal.





Pedro Cabrita Reis
One after another, a few silent steps
Hamburger Kunsthalle


Inaugura no dia 31 de Outubro em Hamburgo na Alemanha, aquela que é, desde 1996, a primeira exposição de Pedro Cabrita Reis (Lisboa, 1956) num museu alemão.
Nesta primeira exposição da curadora Sabrina van der Ley na Galerie der Gegenwart, na Hamburger Kunsthalle, Cabrita Reis apresenta seis esculturas de grandes dimensões, pintura, desenho e fotografia desde 1985 até ao presente, numa montagem que ocupa toda a cave da Galerie der Gegenwart.

Desde inícios da década de 90, o trabalho de Cabrita Reis gira em torno de temas como a construção e o território. Ao mesmo tempo que cria Obras baseadas em elementos do dia-a-dia, tais como mesas, cadeiras, portas e janelas, Cabrita Reis cria instalações de larga escala com estruturas imponentes e complexas que ocupam todo o espaço expositivo. Opõe ao clássico cubo branco o uso de paredes de tijolo maciças e objectos industriais tais como néons, grades de aço ou pranchas de madeira áspera. Pedro Cabrita Reis é um impulsivo coleccionador de fragmentos da civilização e de impressões sensoriais. Para ele, objectos comuns e rejeitados são tão bem-vindos como o achado de um edifício abandonado ou uma velha oliveira...

Com Obras provenientes de museus e colecções privadas, Cabrita Reis apresenta também obra recente, especificamente criada para esta exposição que, após apresentação em Hamburgo, viajará para o Musée Carré d’Art, Nîmes e para o Museu Colecção Berardo em Lisboa.
Será editado um catálogo com 200 imagens a cores e textos de António Lobo Antunes, Dieter Schwarz e Pedro Cabrita Reis, disponível na loja do Museu.


Galerie der Gegenwart
Hamburger Kunsthalle
De 31.10.2009 – 28.02.2010
Terça a Domingo  10.00 – 18.00
Quinta 10.00 – 21.00





A Galeria Fernando Santos estará presente na 1ª. Edição da Feira de Arte Contemporânea Espacio Atlántico em Vigo, Espanha.

Trata-se, na realidade, da Quarta Edição da Feira de Arte Contemporânea Puro Arte, ainda que sob um novo nome, assim como com uma nova direcção artística, o que supõe uma mudança radical das suas directrizes gerais.
Esta primeira edição da espacio atlántico apresenta grandes novidades relativamente às três edições da sua predecessora, a Puro Arte.
Tendo como ponto fundamental garantir a qualidade dos expositores participantes, criou-se um Comité de Selecção encarregue de deliberar que galerias participarão nesta Feira, fazendo da espacio atlántico uma das referências do mercado internacional de arte.
Outra das importantes novidades da espacio atlántico é o activo programa social para coleccionadores, que actuará como mais um atractivo para conhecer a feira, assim como promoverá o vínculo dos principais agentes culturais da Península Ibérica.

A espacio atlántico realizar-se-á entre os dias 14 e 17 de Janeiro de 2010 no recinto de feiras IFEVI em Vigo.

Comité de Honra
SS.AA.RR. os Príncipes das Astúrias
Comité Organizador
Caixanova
Concello de Vigo
Xunta de Galicia
Direcção Geral
Marta Scarpellini
Direcção Artística
David Barro





Alguns reais

No dia 15 de Novembro, pelas 16h inaugura na FUNDAÇÃO a Exposição individual “Alguns reais” de José Almeida Pereira.

FUNDAÇÃO é a designação do espaço, na Rua do Bonjardim, 951 no Porto, que apresentará propostas no âmbito das artes visuais.
Situado na cave da residência do designer de moda Miguel Flor, FUNDAÇÃO tem como premissa fornecer condições espaciais para a edificação de intervenções artísticas, cuja estrita responsabilidade é dos seus intervenientes.
Sem identidade corporativa ou fins lucrativos, a cada exposição os criadores designam a imagem, o conteúdo e as ideias que pretendem fundar no espaço de tempo da sua apresentação.

Alguns reais - “Coloquialmente este título poderá ser entendido como uma quantia de valor, mais ao menos indeterminada, da moeda brasileira.
Pondo de parte a numerária brasileira, “Alguns Reais” ler-se-á com a ambiguidade que a palavra - real - transporta em si.
O desvio de um esperado e claro sentido único – do estado das coisas tal como elas são e se nos apresentam – acontece pelo conjugar da palavra real no seu plural, devendo-se este título à revelação de algumas das diferentes iconografias corporativas internacionais que chamam a si o teor de exclusividade e autenticidade latente na ideia de real.  

FUNDAÇÃO - Rua do Bonjardim nº 951, Porto
Organização - Cristina Regadas, José Pereira e Miguel Flor
Entrada Livre




1 SÉCULO, 10 LÁPIS, 100 DESENHOS: VIARCO EXPRESS
Museu da Presidência da República, Palácio de Belém, Lisboa

Por ocasião do 5º aniversário do Museu da Presidência da República, inaugura no dia 1 de Outubro pelas 21 horas, a exposição
Viarco Express - 1 Século, 10 Lápis, 100 Desenhos, que terá lugar no Palácio de Belém.
Dez lápis de grafite são entregues a 10 artistas. Cada um desses artistas faz um desenho e passa o seu lápis a outro, num vulgar jogo de estafetas até ao décimo criador.
O resultado são 100 trabalhos, dos artistas mais conceituados, aos talentos mais imprevistos, tecendo uma rede de cumplicidades e cruzando expressões artísticas: desenho, arquitectura, escultura, instalação, literatura, audiovisual, caricatura, fotografia.
Joana Vasconcelos, Miguel Vieira, Baltazar Torres, Siza Vieira, António Antunes, Manuel Graça Dias, Pedro Cabrita Reis, Rui Chafes, Paula Rego e Julião Sarmento são os 10 criadores que iniciam o percurso.
Definido o ponto de partida, não se conhecia nem o itinerário, nem o ponto de chegada. O “mapa” final foi agora desvendado.
Participam ainda no projecto, Gerardo Burmester, José Loureiro, Pedro Quintas e Daniel Barroca entre outros...


01.10  até 22.11.2009
Palácio Nacional de Belém
Sábados e Domingos
10h-18h
Tel: 213614660

Co-produção:
Viarco, Maus Hábitos (Espaço de Intervenção Cultural), Associação Cultural Saco Azul e Presidência da República.




EL PATIO DE MI CASA.
ARTE CONTEMPORÁNEO EN 16 PATIOS DE CÓRDOBA

Córdoba volta a ser protagonista de algumas das iniciativas artísticas mais originais, como parte das actividades que promove para a sua candidatura a Capital Europeia da Cultura em 2016.
De 22 de Outubro e até 29 de Novembro, a exposição El patio de mi casa. Arte contemporáneo en 16 pátios de Córdoba, unirá a beleza natural dos pátios cordobeses, uma das senhas de identidade mais genuínas da cidade, às propostas da arte contemporânea numa mostra que reúne dezasseis artistas, dos quais destacamos Jorge Perianes, que irão expor a  sua obra em outros tantos pátios cordobeses, tão populares como monumentais.
A exposição, organizada pela Fundación Provincial de Artes Plásticas Rafael Botí, pretende associar o privado e o público, a tradição e a visão contemporânea. O interior e o exterior conjugam-se nesta iniciativa, comissariada pelo cubano Gerardo Mosquera a partir de una ideia de Carlota Álvarez Basso, directora da Fundación Córdoba Ciudad Cultural.
A exposição El patio de mi casa. Arte contemporáneo en 16 patios de Córdoba pretende dar a conhecer ao público nacional e internacional um dos patrimónios culturais mais característicos de Córdoba, os seus pátios, ao mesmo tempo que estabelece um diálogo entre esse património e as últimas tendências da arte contemporânea, criando uma ponte de comunicação entre o passado cordobês e o presente artístico internacional.

Jorge Perianes estará representado no Pátio do Palácio de Orive, Plaza de Orive, Córdoba

Das 16h00 a 20h00 (Quarta a Sexta)
Das 10h00 a 14h00 e 16:00 a 20:00 (Sábados)
 E das 11h00 a 14h00 (Domingos)

Mais informação:
Fundación Córdoba Ciudad Cultural
00 34 957.21.22.55
www.cordoba2016.es




Daniel Barroca
The Sleepers

No dia 15 de Outubro, inaugura na Qbox Gallery, a Exposição individual The Sleepers de Daniel Barroca, naquela que é a primeira exposição individual do Artista em Atenas na Grécia.

Daniel Barroca (Lisboa, 1976) esteve um mês na Ilha de Kea como Artista residente. Desta residência resultou a presente exposição, que tem como curador Beniamino Foschini.
Em 2008, o Artista adquiriu numa loja de artigos em segunda mão em Berlim um filme de 8mm de seu título “Kreta”, um filme de propaganda retratando a invasão nazi da Ilha de Creta em 1941. Nesta primeira exposição individual o Artista apresenta uma série de quatro vídeos que resultam do processo de corte e desconstrução da estrutura da narrativa original do filme com o objectivo de encontrar um ponto de vista e uma abordagem diferentes relativamente ao original.
Com a vídeo instalação ...a hazy and confused landscape, o Artista apresenta uma série de desenhos, The Sleepers que articulam a relação entre as imagens em “Kreta”, as representações Bizantinas da lenda do Imperador Constantino XI Paleólogos que desapareceu em 1453 na batalha que provocou a queda de Constantinopla e igualmente com representações de D. Sebastião, Rei de Portugal desaparecido em 1578 na Batalha de Alcácer-Quibir.

Qbox Gallery
Armodiou 10 - 1st floor
Varvakios agora
105 52 Athens, Greece
www.qbox.gr

15 Outubro a 5 Dezembro 2009
 
Terça a Sexta – 14h00 - 20h00
Sábados – 12h00 - 16h00 





Anos 70 – Atravessar Fronteiras

Inaugura no dia 9 de Outubro, no CAM da Gulbenkian, a exposição Anos 70 – Atravessar Fronteiras.
Comissariada por Raquel Henriques da Silva, esta exposição integra, entre outros, nomes como os de Alberto Carneiro, Costa Pinheiro, Grupo Puzzle, Jorge Martins, Manuel Baptista e Nikias Skapinakis, artistas cuja Obra terá sido fortemente influenciada pela conjuntura politica desta fértil década.

“Nesta exposição mostra-se a  produção artística portuguesa da década de 70, uma época particularmente fecunda para a história da cultura e das artes visuais em Portugal, marcada por uma fortíssima carga política inspirada pela Revolução do 25 de Abril de 1974 e pela vivência dos primeiros anos de democracia.
 São apresentadas obras de cerca de 90 artistas portugueses que traduzem a assunção de uma ideologia de experimentação (estética, plástica, formal), uma enorme variedade de orientações (materiais e plásticas) e linguagens, desde as tradicionais pintura e escultura, até à performance, à instalação, bem como à consagração da fotografia e da imagem em movimento.”


Pode ser visitada nos seguintes dias e horário:
09/10/2009 a 3/01/2010
10h00 / 18h00
Terça / Domingo
Centro de Arte Moderna
Fundação Calouste Gulbenkian


MAIS CONTACTOS E INFORMAÇÕES:
Rua Dr. Nicolau de Bettencourt
1050-078 Lisboa
Tel. 21 782 3474 - 21 782 3483 
camjap@gulbenkian.pt




Inaugurou no passado dia 5 de Setembro, na GE GALERIA na cidade de Monterrey – México
uma exposição de pintura, obra recente,  que o Artista granadino Santiago Ydáñez intitulou
                                                 DE HIELOS Y DE SANTOS
O curador Omar Pascual Castillo (Habana - Cuba, 1971), escreve sobre o artista e a exposição:
Ver para crer… ou pintar o que se crê, segundo Santiago Ydáñez
Fazer o esboço de uma busca infinita da fé mediante o exercício da arte contemporânea, é de alguma forma o que faz habitualmente Santiago Ydáñez; este artista andaluz nascido em Jaén, e residente em Berlim, cuja prestigiosa e prolífera carreira artística lhe possibilitou expôr a sua obra em países como Estados Unidos, Portugal, França, Alemanha, Itália, México e Espanha.
Com uma forma veloz de fazer e um traço resolutivo de grande  fluidez, ele (Santiago), “pinta aquilo que vê”, porque “crê” no poder sacralizador da Pintura como mecanismo de subjectivação do olhar, “crê” na sua capacidade como mecanismo idólatra, como fábrica de novos fetichismos.
Assim, Ydáñez, pinta aquilo que - desde sempre – esteve ligado aos “valores em que acredita”, aquilo que está próximo da vida natural e da vida de auto reflexão do sujeito, onde o lado selvagem da natureza e a sua brutalidade convivem com a beleza da paisagem nevada, ou  a máscara de um rosto escultórico gótico e/ou barroco, com o pescoço torcido de um cisne, ou a imagem fotográfica de um animal dissecado, junto à “Cruz de Caravaca”, o “Niño de Atocha”, ou a cabeça de um veado recém caçado.
Todos… signos de vida e de morte, convivem na dúvida existencial da fé; incerteza à qual Santiago Ydáñez escapa enfrentando aquilo que o salva da dúvida, o Acto de Pintar.”
Omar-Pascual Castillo
Granada, Espanha.
Verão, 2009.




ANDRÉ PRÍNCIPE – SALA DO VEADO – MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL - LISBOA

Pode ver-se a partir do dia 10 de Julho e até ao dia 9 de Agosto, na Sala do Veado – Museu de História Natural, em Lisboa, uma exposição de grupo dos artistas, A kills B, Alexandre Estrela, André Princípe, António Júlio Duarte, Carlos Lobo, Dan Perjovschi, The Dotmasters, Hin Chua, João Felino, João Simões e Jonathan Lewis.

Jul 10 - Ago 9, 2009
Terça a Sexta 10 - 17 horas 
Sábado e Domingo 11 - 18 horas

Museu Nacional de Historia Natural 
Rua da Escola Politécnica 58 
1250-102 Lisboa, Portugal

Jack Presents
cultura material contemporânea e arte
CÇ. DO CORREIO VELHO 3 - 2ND
LARGO DE SANTO ANTONIO DA SE
1100-171 LISBOA PORTUGAL

Para mais informações:
Jack presents 
http://jackpresents.com/galeria





O ESCULTOR RUI SANCHES RECEBE PRÉMIOS AICA - ARTES PLÁSTICAS

CERIMÓNIA DE ENTREGA DOS PRÉMIOS:
PAVILHÃO DE PORTUGAL
PARQUE DAS NAÇÕES
23 DE JULHO DE 2009 [QUINTA-FEIRA] | 15H30

Os Prémios AICA / MC 2008 [Associação Internacional dos Críticos de Arte / Ministério da Cultura - através da Direcção-Geral das Artes] foram atribuídos ao escultor Rui Sanches, nas Artes Plásticas e à dupla de arquitectos Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez, pela Arquitectura.

Nesta cerimónia estarão presentes Sua Excelência o Ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, o Presidente da AICA, Manuel Graça Dias, o Director-Geral das Artes, Jorge Barreto Xavier, o Presidente do Conselho de Administração da Parque EXPO, Rolando Borges Martins, bem como os premiados, o escultor Rui Sanches e os arquitectos Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez.


PRÉMIO AICA/ MC 2008 - ARTES PLÁSTICAS

O Júri, constituído por Manuel Graça Dias, Leonor Nazaré, João Pinharanda, Ana Vaz Milheiro e José Manuel Fernandes, atribuiu o Prémio AICA/Ministério da Cultura 2008 (Artes Plásticas) ao escultor Rui Sanches (n. 1954).

Rui Sanches é autor de uma das obras que de modo mais forte marcaram a conjuntura artística portuguesa dos anos de 1980.
O seu trabalho, extremamente reconhecível mas alterando e desafiando em permanência os seus próprios limites, lida com referências clássicas e construtivistas que gere de modo erudito e inovador. A experimentação e a procura inquieta conduziram-no aos trabalhos de referência aparentemente paisagística que realiza a partir de 1992, recorrendo ao princípio da estratificação. A madeira, o vidro e o metal são os materiais mais frequentes nas suas esculturas. O desenho é também um território essencial na sua investigação visual.
No ano de 2008 realizou três notáveis exposições em relação às quais se poderia sublinhar uma particular capacidade de diálogo com os espaços arquitectónicos: Museum, no Museu Nacional de Arte Antiga, com a criação de um diálogo muito particular com a colecção e com as salas do edifício do MNAA; uma segunda, na Galeria Fernando Santos, no Porto, extensão e retoma de alguns aspectos desse trabalho; e uma terceira, no Convento de Santo António, em Loulé, no contexto da operação de promoção turística Allgarve, com uma dimensão expositiva na nave da igreja complementada com uma instalação site specific nas salas em torno do claustro.









  

Entre o Céu e o Mar | CAV | Lagos

O Centro de Artes Visuais – Encontros de Fotografia (CAV) no espaço concebido pelo arquitecto João Luís Carrilho da Graça, apresenta a exposição que respondendo ao tema «As Bright as the Sun», não esquece a tradição fotográfica do CAV, mas ilustra a sua actual vocação de estrutura museológica dedicada à arte contemporânea.Com curadoria de Albano Silva Pereira e Miguel Amado, o projecto inclui fotografia, intervenção, instalação e vídeo e conta com obras de João Louro entre outros artistas nacionais.
Inaugura a 21 de Junho no Centro Cultural de Lagos.
Mais informação em www.allgarve.pt

  

Paisagens Oblíquas | Museu Berardo | Faro

Pertencente ao espólio do Museu Colecção Berardo, a exposição conta, entre outras com obras de Alberto Carneiro. O seu título, Paisagens Oblíquas, uma expressão de Fernando Pessoa, em «O Livro do Desassossego», traduz o difícil confronto perante as paisagens e a sua amplitude. A mostra tem como curador Eric Corne
Inaugura a 20 de Junho na Galeria Arco | Museu do Brinquedo | Museu de Faro.
Mais informação em www.allgarve.pt

Dialogue Boxes on Street windows |Centro Histórico de Faro

O que é arte pública? Esta é uma das questões que o projecto pretende responder através da proposta de intervenção no espaço público, na zona histórica da cidade de Faro, de quatro artistas entre os quais Costa Pinheiro e Manuel Baptista.  Curadores: Alexandre Barata e Miriam Tavares.

Inaugura a 20 de Junho.

Mais informação em www.allgarve.pt





No âmbito do Prémio de Artes Plásticas “Teixeira Lopes” Prémio Nacional Cidade de Gaia, atribuído como Personalidade do Ano ao Pintor Jorge Pinheiro será inaugurada, no próximo dia 6 de Junho, pelas 15h30, a exposição,

“Discursos sem Histórias Dentro”

A exposição estará patente até ao dia 12 de Julho na Casa-Museu Teixeira Lopes/ Galerias Diogo de Macedo
Rua Conselheiro Veloso da Cruz, 714 - Vila Nova de Gaia
e poderá ser visitada
De 3ª a 6ª Feira das 10h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h00
Aos Sábados das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00




Ao Pintor Jorge Pinheiro, Mário Dorminsky entregou o prémio Artes Plásticas «Teixeira Lopes», atribuído por um júri composto por Jaime Isidoro, João Cutileiro, Armanda Passos, José Gomes Pinho, José Rodrigues, Artur Santos Silva e Paulo Teixeira Lopes.
O premiado disse ter ficado “estupefacto”, uma vez que na sua opinião “ninguém merece” um prémio, quando se faz “aquilo que deve, a sua obrigação é fazer bem feito”.

Membro do grupo Os Quatro Vintes, juntamente com Ângelo de Sousa, José Rodrigues e Armando Alves, Jorge Pinheiro é um dos maiores pintores contemporâneos.
Dos vários prémios obtidos, destacam-se o Prémio da Associação Internacional dos Críticos de Arte (2003), Prémio Gouvernement Princier de Mónaco (1989), Prémio da III Exposição de Gravura, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1981), Certificat of the International Board for Young People (1973) e medalha de prata "Cinquentenário da Morte de Amadeo de Souza-Cardoso" (1969).
Está representado em inúmeras colecções privadas e públicas tais como o Museu Nacional de Arte Contemporânea, Museu do Chiado, Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian; Museu de Serralves e Fundação Ilídio Pinho; Fundação Berardo; Ministério da Cultura, Caixa Geral de Depósitos, Banco de Portugal, Banco Espírito Santo, Millennium/BCP e Museu da Electricidade/EDP.





Homenagem e Esquecimento
Fórum Eugénio de Almeida

A Fundação Eugénio de Almeida recebe, a partir de 4 de Junho, Homenagem e Esquecimento, uma exposição de escultura, pintura, fotografias e gravuras, de 16 artistas plásticos, pertencentes à colecção do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, com curadoria de Leonor Nazaré.

“Há na história da escultura uma tradição celebrativa que é provavelmente tão antiga quanto a arte. No conjunto de obras da colecção do CAM, num total de 42, aqui reunidas, pretende-se identificar as intenções de homenagem e a presença do seu inverso, o esquecimento, a diferentes níveis e a partir de formulações contrastantes.
Apesar de centrada na escultura, esta proposta abrange também pintura, fotografia e gravura, principalmente em casos em que a escultura é tomada por objecto ou referência. Só o retrato escapará, aparentemente, a essa condição.
São 16 os artistas seleccionados.
(...) Outros tipos de homenagem se perfilam: ao Natal, na escultura de Rui Sanches, que dá corpo ou volume crítico a estruturas simbólicas; (...) Mundo profano e essências são convocados em simultâneo neste movimento recorrente de fixação do espírito das coisas e dos seres. Mas a dissolução de identidades em arquétipos ou de arquétipos em objectos pode ser lida como uma forma de esquecimento, uma transposição voluntária de conhecimentos empíricos para planos em que se tornam, ora evocação sublimada dos seus princípios, ora apagamento deles. A Casa do Esquecimento de Cabrita Reis inscreve-se nesse território.” (...)

Leonor Nazaré


Nas actividades da exposição, inclui-se o workshop "Monumento, Memória e Morte", dinamizado pelo artista plástico Rui Sanches, que terá lugar no dia 25 de Junho.

A exposição pode ser visitada no Fórum Eugénio de Almeida, diariamente, das 09h30 às 18h30, de 4 de Junho a 6 de Setembro.





José Almeida Pereira
“Diplomatique 01”, 2009
Escultura em papel de jornal, 33 x 190 x dimensão variável


Inaugura no próximo dia 8 de Maio, em Lisboa, no Espaço Avenida, 211 uma exposição comissariada por Isabel Ribeiro, que apresenta obra de, (entre outros artistas) José Almeida Pereira.

A nossa língua não cura

“Acrescentar algo mais ao título desta exposição será apenas sublinhá-lo:
A linguagem nem sempre sutura os ferimentos provocados pela comunicação e a nossa língua, ao invés da dos animais, não ajuda a sarar os ferimentos do corpo.
Trata-se de deixar à linguagem e ao corpo de um trabalho artístico essa tarefa.”


Patente nos Sábados e Domingos do mês de Maio
das 15h30 às 19h30

Espaço Avenida
Avenida da Liberdade, 211 – 1º. Dtº
Lisboa




Promovida pelos serviços de museologia da Câmara Municipal de Tomar, a 33.ª Exposição do Núcleo de Arte Contemporânea é dedicada a Costa Pinheiro.

António Costa Pinheiro nasceu em Moura, em 1932. Formado na Escola de Belas-Artes de Lisboa, foi bolseiro em Munique e em Paris, cidade onde juntamente com René Bertholo, Lourdes Castro, Gonçalo Duarte, José Escada, João Vieira, Christo, e Jan Voss, participou do Grupo e do projecto editorial KWY.
Com uma prática inicial de matriz informalista, a partir da década de 60 toda a produção do artista passa a ser dominada por uma profunda dimensão poética. Assim o comprovam as obras que compõem a exposição da Galeria dos Paços do Concelho. A série dos Reis, que conheceu assinalável sucesso na Alemanha, à maneira de cartas de jogar, reinventa os retratos de reis, rainhas e príncipes de Portugal. Um levantamento mitográfico e simbólico da história e da cultura nacional que terá continuidade no ciclo que o autor dedicou a Fernando Pessoa e à complexidade do seu universo heterónimo.
Um oportunidade para conhecer e apreciar obras pertencentes a duas das mais significativas séries produzidas por Costa Pinheiro.


A Exposição será inaugurada no dia 19 de Abril, Domingo, pelas 16Horas e estará patente até ao dia 28 de Junho nos seguintes horários:
 De Quarta a Domingo, das 10h00 às 19h00

Galeria dos Paços do Concelho
CMT – Serviços de Museologia
Marcação de visitas guiadas:
Tel. 249 329 814
Fax. 249 329 811
museologia@cm-tomar.pt




Prémio Associação Internacional de Críticos de Arte / Ministério da Cultura de 2008 atribuído a Rui Sanches

O Júri deste ano, presidido por Manuel Graça Dias, com Leonor Nazaré, e João Pinharanda nas Artes Plásticas, e Ana Vaz Milheiro e José Manuel Fernandes na Arquitectura, decidiu premiar a obra de Rui Sanches (1954), umas das "que de modo mais forte marcaram a conjuntura artística portuguesa sobretudo nos territórios da escultura e do desenho.”
"O seu trabalho, extremamente reconhecível mas alterando e desafiando em permanência os seus próprios limites, lida com referências clássicas e construtivistas que gere de modo erudito e inovador", refere a acta, sublinhando as "três notáveis exposições" do artista em 2008:
Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa
Galeria Fernando Santos, Porto
e Convento de Santo António, Loulé.

O nome de Rui Sanches, nas artes plásticas, e de Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez, na arquitectura, não estavam nos planos dos visados mas estavam nos planos do júri que lhes atribuiu os Prémios Associação Internacional de Críticos de Arte / Ministério da Cultura de 2008.

"Muito satisfeito" com a notícia da atribuição do Prémio AICA / MC 2008 para as artes plásticas, Rui Sanches reconhece-se na argumentação do júri:
 "A exposição do MNAA foi um trabalho muito importante e que me deu imenso prazer, pelo facto de ter tido acesso à colecção, de ter podido visitar as reservas e de ter tido a liberdade de alterar o espaço como queria, com total carta branca. Também gostei muito de ver algumas dessas peças transpostas para o cubo branco, muito depurado, da Galeria Fernando Santos, e exibidas num contexto já muito diferente, com total autonomia e sem interferências", disse ao PÚBLICO.








Manuel Botelho  |  Madrinha de Guerra


Centro Cultural de Lagos
 
No próximo dia 14 de Março, pelas 18h00, inaugura no Centro Cultural de Lagos, a Exposição de Fotografia “Madrinha de Guerra” do Pintor Manuel Botelho.

"Madrinha de Guerra" é uma exposição da autoria de Manuel Botelho que apresenta duas séries inéditas do seu projecto fotográfico CONFIDENCIAL / DESCLASSIFICADO: "Madrinha de guerra" e "Flagelação".
O pano de fundo é ainda a guerra que Portugal travou em África entre 1961 e 1974 mas, tal como nas séries apresentadas em 2008, não assistimos à ilustração de factos concretos mas antes a uma alegorização.
Nestas evocações do real, registam-se elementos de uma guerra concreta e de situações a ela associadas para pensar a mesma, mas também todas as outras guerras, ou ainda, a guerra como realidade abstracta.

CENTRO CULTURAL DE LAGOS
Rua Lançarote de Freitas, nº 7, 8600-605  Lagos
Tel: 282 770 450
Segunda a

Sábado das 10h-20h






ALBERTO CARNEIRO
“As Árvores como os Rios correm para o Mar”

No próximo dia 14 de Março, pelas 17h00, inaugura na Galeria Municipal da Câmara de Matosinhos,a Exposição de Desenho e Escultura “As Árvores como os Rios correm para o Mar” do Escultor Alberto Carneiro.

A Exposição estará patente até ao dia 11 de Abril , e poderá ser vista nos seguintes horários:

Segunda a Sexta-Feira das 09h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h30
Sábados, Domingos e Feriados das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 18h00

Galeria Municipal
Avenida D. Afonso Henriques
4450 – 510 Matosinhos
Tel. 22 939 09 00
galeria.municipal@cm-matosinhos.pt






A Noite é Triste” Desenho de João Tengarrinha



João Tengarrinha inaugurou no dia 19 de Fevereiro no Pavilhão Branco do Museu da Cidade, a exposição individual "A noite é triste".

Produzida pelo Museu da Cidade/CML esta exposição dá continuidade à programação de arte contemporânea deste espaço.
 
João Tengarrinha tem vindo a construir, desde finais dos anos de 1990, um corpo de trabalho centrado na prática do desenho. A Noite é triste, ocupa os dois pisos do Pavilhão Branco do Museu da Cidade com dois Actos distintos, respectivamente - Acto 1- colher de ouro  e  Acto 2- zebra.
São apresentadas duas séries de trabalhos recentes inspiradas em duas obras de dois artistas bastante distintos. Na  série Colher de ouro há uma ligação directa a uma obra do pintor espanhol Francisco de Goya intitulada Merienda Campestre Para a série zebra a relação provém de um trabalho do artista  Norte Americano Bruce Nauman, Eating my words.
 
O título A noite é triste provém da relação que o artista vem estabelecendo com frases de  escala superlativa de efeito ressonante na caixa craniana do proferidor . Para o artista, ver estes desenhos é como atravessar uma estrada.

João Tengarrinha (Lisboa, 1970) com formação no Ar.Co e na ESTGAD inicia o seu percurso artístico na década de 90 do século passado. Do seu curriculum destacam-se as exposições individuais: A festa do pensamento I e II na Galeria Fernando Santos, respectivamente em 2006 e 2007.

Horário: Terça-feira a Domingo, das 10h às 13h e 14h às 18h
Encerra à segunda-feira e feriados
Patente até 29 de Março de 2009.

Pavilhão Branco - Museu da Cidade
Campo Grande, Lisboa




Palácio Vila Flor


Fruto de uma parceria entre o CCVF e a ESAP, doze jovens artistas que nasceram ou estudaram em Guimarães, dos quais destacamos José Almeida Pereira, até ao próximo dia 11 de Abril, mostrarão o seu trabalho no Centro Cultural Vila Flor.

Esta exposição surge com uma intenção de desafio para um grupo de jovens autores, estimulando-os a participar numa apresentação conjunta de trabalhos, encarando o sentido de contemporaneidade como processo constante de renovação e representação do objecto artístico. Estimular a criação e conceber oportunidades de divulgação das obras que estes artistas têm vindo a produzir, permite o confronto com um público observador e detentor de curiosidade em relação ao que se vai fazendo nas mais diversificadas áreas de criação plástica. Foi na exploração desta diversidade que foi estruturada esta exposição, de maneira a que se pudesse entender com maior amplitude o que tem sido desenvolvido por cada um destes artistas do ponto de vista criativo.


Inauguração: 24 de Janeiro pelas 21Horas
Todos os dias excepto 2ª feira




BESart - "‘O Presente: Uma Dimensão Infinita’

De 24 de Novembro a 25 de Janeiro no Museu Berardo em Lisboa, a Colecção de Fotografia do Banco Espírito Santo é apresentada em grande escala e pela primeira vez ao público.

Uma colecção de aproximadamente 450 obras que constitui o mais significativo acervo de fotografia contemporânea em Portugal, desde os históricos da modernidade até aos mais jovens criadores.

As curadoras espanholas Maria de Corral e Lorena Martinez de Corral optaram por uma mostra em etapas temáticas. A exposição intitula-se O Presente: Uma Dimensão Infinita e organiza-se em oito núcleos: Naturezas; Universos Privados; Retratos, Narrações, Ficções e Realidades; Sociedade e Vida Urbana; Conceitos, Ideias e Criticas; Espaços, lugares, objectos; e, finalmente, Arquitecturas. "A melhor colecção de Portugal e uma das melhores da Europa" no seu género, referiu Maria de Corral, uma das mais conhecidas curadoras espanholas e uma das comissárias da Bienal de Veneza de 2005.   

Nesta exposição podem ser visitadas obras de artistas nacionais e internacionais dos quais destacamos: André Príncipe, João Louro, Gérard Castello-Lopes, Pedro Cabrita Reis, Andreas Gursky, Nan Goldin, Candida Höfer, Cindy Sherman, Hiroshi Sugimoto, Jeff Wall, Sophie Calle, Thomas Ruff, Thomas Struth e Zhang Huan entre muitos outros.

Até 25 de Janeiro na Fundação Berardo em Lisboa e em breve também em Espanha.




O doclisboa é o único festival de cinema em Portugal exclusivamente dedicado ao documentário.
Em 2007, na sua quinta edição, o doclisboa apostou na capitalização do renovado interesse dos espectadores portugueses pelo documentário e conseguiu trazer às salas da Culturgest, do Cinema Londres e do Cinema São Jorge, um público muito numeroso e entusiasta. O documentário “foi assunto” e criou-se uma nova consciência da sua enorme riqueza, diversidade e potencialidades. O doclisboa apostou também na descoberta de novos territórios, na grande diversidade, e na vitalidade do cinema do real.

As linhas gerais da programação do doclisboa 2008 - VI Festival Internacional de Cinema Documental, que decorrerá em Lisboa de 16 a 26 de Outubro, já foram apresentadas.
Mantendo as secções competitivas e apostando novamente nas secções Diários Filmados e Autoretratos e Riscos e Ensaios, este ano nascem três novas secções.
Ao longo de onze dias passarão pela Culturgest e pelos cinemas Londres e São Jorge e pelo Museu do Oriente cerca de 150 documentários.

Destacamos:


Dificilmente O Que Habita Perto da Origem Abandona o Lugar,
(60´, Portugal 2008)

De Olga Ramos e Catarina Rosendo

Um filme sobre Alberto Carneiro, escultor natural da zona de São Mamede do Coronado e um dos mais importantes artistas da sua geração, cuja obra se tem desenvolvido por um trabalho com e na natureza – e que hoje habita o mesmo lugar onde nasceu. Um regresso “a casa” que é também um retorno os lugares físicos e afectivos que o influenciaram.

18 OUT. 14.15 – Culturgest (pequeno auditório) | 19 OUT. 23.00 - Londres (sala 2)



0=6 Homeoestética, (60´, Portugal 2008)   

De Bruno de Almeida

Documentário sobre o movimento Homeostética, que surgiu em Lisboa nos anos 80 e foi constituído pelos artistas Fernando Brito, Ivo, Pedro Portugal, Pedro Proença, Manuel João Vieira e Xana.
Utilizando o humor como estratégia de demarcação crítica, a Homeostética manteve sempre uma posição marginal de fortes influências Dadaistas e desenvolveu uma intensa produção que resultou em exposições, textos, manifestos, filmes, concertos e outras performances colectivas. Discretos nas suas realizações e desprezando olimpicamente a sua própria glorificação, os homeostéticos perderam em visibilidade externa o que vieram a ganhar em modo de existência.
Para eles o sentido da vida encontrava-se na criação artística e a criação artística, por sua vez, permitia-lhes inventar novas possibilidades de vida.

19 OUT. 18.15 – Culturgest (pequeno auditório) | 22 OUT. 15.00 - Londres (sala 1)

Para mais informações:
www.doclisboa.org






In-Formal é um projecto, em desenvolvimento, que pretende aliar diferentes tipos de expressões plásticas e visuais de carácter experimental aos espaços formais e institucionais da cidade de Guimarães.

De 18 de Outubro a 13 de Dezembro,  num roteiro que contempla instituições várias da cidade tais como, o Museu Alberto Sampaio, a Sociedade Martins Sarmento, o Paço dos Duques de Bragança, o Tribunal, o Edifício do Antigo Hospital e o Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, 17 artistas, entre os quais destacamos Alberto Carneiro e Rui Sanches, desenvolverão uma relação de proximidade com o espaço, projectando uma obra específica para o local e desenvolverão a intercepção e a confluência das diferentes disciplinas artísticas, no sentido de ensaiar o aparecimento de novas linguagens.
Interessa a este projecto acolher artistas emergentes, assim como artistas com um percurso artístico firme, revelando diferentes posições criativas e confrontando gerações.

Para mais informações:
www.laboratoriodasartes.net



André Príncipe – “Smell of Tiger precedes Tiger”



Razan perguntou a Ganto,
"E se as coisas aparecessem e desaparecessem sem cessar?"
Ganto censurando-o diz-lhe,
"Quem aparece e desaparece?"

Shoyoroku (O Livro da Serenidade, C. Ts'ung-jung lu), compilado no séc.12

Após exposição recente na Galeria Fernando Santos, em simultâneo Porto/Lisboa, pode ver-se agora, e até ao próximo dia 25 Outubro, integrado no programa slideshow’series , uma extensiva antevisão da próxima publicação de André Príncipe, “Smell of Tiger precedes Tiger”

Jack Presents
cultura material contemporânea e arte
CÇ. DO CORREIO VELHO 3 - 2ND
LARGO DE SANTO ANTONIO DA SE
1100-171 LISBOA PORTUGAL

Para mais informações:
http://jackpresents.com/galeria/index.html
 




Está patente ao público no Museu de Belas Artes de Murcia, na partir do dia 1 de Outubro 2008, a Exposição “Taxidermia Espiritual” do artista espanhol Santiago Ydáñez.



Da esquerda para a direita:
O artista Santiago Ydáñez, o Conselheiro da Cultura e Turismo, Pedro Alberto Cruz, e o Director Geral de Belas Artes e Bens Culturais, Enrique Ujaldón.

Com esta mostra, que permanecerá no Museu de Belas Artes até ao mês de Dezembro, dá-se início ao projecto Assíncronias que pretende “gerar um diálogo entre diferentes tempos através do qual um artista do presente dialoga com as obras realizadas há séculos atrás” - Pedro Alberto Cruz
O Projecto Assincronias inicia-se com o diálogo estabelecido entre o artista Santiago Ydáñez e a colecção do Museu de Belas Artes de Murcia.
Assim, em Taxidermia Espiritual, “uma das mais surpreendentes exposições que se vão realizar no panorama nacional este ano” (P.A.Cruz), Ydáñez estabelece um diálogo através de onze obras pertencentes à colecção permanente do Museu (MUBAM) ao mesmo tempo que presta homenagem aos artistas presentes na dita colecção.
“Quando convidamos Santiago Ydáñez propus-lhe que a sua obra contemporânea dialogasse com a colecção do Museu e realmente superou todas as expectativas”, afirmou o responsável regional da cultura, que também explicou “que o artista, longe de impor uma disciplina nas obras, interveio em todo o Museu adaptando-se a cada uma das salas e moldando-se quase de uma forma camaleónica, passando da devoção Barroca, ao carácter mais sumptuoso, chegando ao Romantismo e inclusivamente à arte espanhola de finais do séc. XIX.

Esta mostra é composta por onze trabalhos, entre os quais se contam telas, esculturas taxidérmicas e um grande linho de 12X8m.

   

Museo de Bellas Artes de Murcia
C/ Obispo Frutos, 12
Murcia (30003)
Tlf: 968239346

Horário: Terça a Sábado: das 10 às 20:30h. Domingos e feriados: das 10 às 14h.
contacto@museobellasartesmurcia.com
www.museobellasartesmurcia.com




Seoul Museum of Art, Korea

11 Setembro  a 5 Novembro 2008

81 artistas de 26 países , estando Portugal representado por Cristina Mateus, participam na 5ª. Bienal Internacional de Arte Multimédia de Seoul, a par de alguns outros artistas de renome internacional como Anish Kapoor, pela Índia e Olafur Eliasson pela Dinamarca.

Esta Bienal tem vindo a ser, desde 2000, cada vez mais amplamente reconhecida não só em termos nacionais mas, e mais significativamente nos meios artísticos internacionais. Especificamente na sua 5ª. Edição, centrada na  preparação da próxima década,  e nesse sentido, com o principal objectivo de colocar questões essenciais tais como: “ O que é a arte multimédia?” “Quais as diferenças entre a arte tradicional e a arte multimédia?”  “Quais as alterações provocadas nos meios artísticos por este tipo de arte?” “ Que tipo de consequências advirão destas mudanças?”

O tema da Bienal deste ano “Turn and Widen” centra-se na enorme influência da arte multimédia na transformação e expansão da experiência estética desenhando novas formas e meios no universo artístico.

Sob o tema “Turn and Widen”, esta 5ª. Edição da Bienal divide-se em três categorias: Luz, Comunicação e Tempo.

Sob o tema da Luz, apresentam-se obras demonstrativas da forma como imagens e efeitos de luz podem ser expressos por ondas e ondulação electrónicas. Assim como obras que apresentam transformações de luz natural provocadas pela utilização de altas tecnologias.

Seguidamente, e no que concerne a Comunicação, apresentam-se obras potenciadoras de experiências estéticas que incluam os cinco sentidos e não apenas, e como habitual, a visão. Igualmente se incluem nesta categoria obras que produzem uma alteração do real através da introdução da realidade virtual.

Finalmente,  e no que diz respeito ao Tempo, apresentam-se obras que incluem movimento provocado pela utilização de  tecnologias avançadas, e igualmente peças que integram na sua génese os conceitos de mutabilidade e fluidez de imagem pela passagem do tempo. Incluem-se aqui também obras de video art  e animação que desenvolvem narrativas decorrentes da passagem do tempo.

Cristina Mateus está representada nesta Bienal com o vídeo “Conta-me coisas” apresentado na Galeria Fernando Santos em Janeiro de 2007, posteriormente na exposição inaugural da Colecção Berardo no Centro Cultural de Belém, assim como na exposição “Paisagem Contemporânea Portuguesa” apresentada no Museu Nacional Soares dos Reis, Porto em Agosto do corrente ano após apresentação em Maio na Caixa Económica Cultural no Rio de Janeiro, Brasil.

Cristina Mateus

“Conta-me coisas”, 2007 (frames)

Mini-DV transferido para DVD, som, stereo, cor, 14’ 32’’;






Macha de André Gomes – Vista da exposição - Porto

André Gomes foi um dos artistas seleccionados para a 5ª edição do BES photo, uma iniciativa do Banco Espírito Santo e do Museu Colecção Berardo.

O Júri de Selecção, composto por Delfim Sardo, curador, crítico de arte e professor, Miguel von Hafe Pérez, curador e crítico de arte, e Nuno Crespo, crítico de arte, decidiu, por unanimidade, nomear igualmente os artistas Edgar Martins e Miguel Palma.

Na opinião deste Júri de Selecção, a nomeação de André Gomes, resultou "da consistência de um longo percurso no qual a qualidade narrativa, a relação com a literatura e a teatralidade, bem como um raro sentido de relação com a transcendência conferem uma marcante originalidade ao conjunto da obra". Em termos expositivos, o júri mencionou a exposição "Macha", tal como foi apresentada no Centro de Artes Visuais de Coimbra, como um momento particularmente significativo no contexto da fotografia em Portugal e da sua trajectória em particular.

A Exposição “Macha”,  foi igualmente apresentada na Galeria Fernando Santos, no Porto nos meses de Abril e Maio de 2008.




A Exposição “Linha do Horizonte”, patente ao público nos passados meses de Maio e Junho na Caixa Económica Cultural do Rio de Janeiro, será agora apresentada no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, a partir do próximo dia 8 de Agosto estando patente ao público até ao final do mês de Setembro.



No âmbito das Comemorações dos 200 Anos da Chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, inaugurou dia 5 Maio a exposição Linha do Horizonte, na Caixa Cultural do Rio de Janeiro.
Uma produção da Direcção-Geral das Artes.

Linha do Horizonte, organizada pelo Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes, sob a curadoria de Bernardo Pinto de Almeida, reúne 63 obras de 25 artistas portugueses, entre os quais, os artistas Alberto Carneiro,  Álvaro Lapa, Costa Pinheiro, Cristina Mateus, Jorge Martins, Nikias Skapinakis e Valdemar Santos, representados pela Galeria Fernando Santos. As obras distribuem-se por três núcleos conceptuais - Aproximações, Paisagens Interiores e Desterritorializações -, que apontam as transformações ocorridas no campo artístico português, dos anos 1950 à actualidade. [ver lista de obras]

A exposição define temporal e historicamente, a partir dos trabalhos seleccionados, os contornos do conceito de contemporaneidade, focando sobretudo a passagem do paradigma modernista à subjectividade pós-modernista e o modo como nessa transição surgiram novos entendimentos da paisagem, distintos dos estabelecidos pelas escolas romântica e moderna. Por outro lado, permite conhecer diferentes abordagens ao tema da paisagem, tanto ao nível conceptual como formal, num recurso a media tão diversos como a escultura, a instalação, o desenho, a pintura ou a sua combinação numa mesma obra.

Segundo Bernardo Pinto de Almeida, "a função simbólica da paisagem sofreu mudanças ao longo da história. Se até o século XVIII ela representava apenas um cenário ou pano de fundo na obra do artista, a partir do século XIX ela projecta-se para um primeiro plano, ganhando luz e o movimento".

Estiveram presentes na inauguração, o Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro e o Cônsul-Geral de Portugal no Rio de Janeiro. A exposição manteve-se aberta ao público até dia 15 de Junho.


EXPOSIÇÃO
Galerias 2 e 3 de terça a domingo, das 10h às 22h
Av. Almirante Barroso, 25, Centro, Rio de Janeiro
RJ. CEP 20031-003. Brasil
T +55 21 2544 4080 / 7666 | E caixacultural.rj@caixa.gov.br | www.caixacultural.com.br

ORGANIZAÇÃO
Ministério da Cultura | Direcção-Geral das Artes






Nikias Skapinakis
A Mesa de Juan Gris, 2007 (Série Quartos Imaginários)

“A composição do quadro evoca a estrutura plana da pintura de Gris e a tonalidade verde, a contenção do seu rico cromatismo.

O jarro representado refere-se ao óleo de 1921, “Mesa em frente de uma janela” o copo ao pormenor de um desenho de 1910-11, “ Chaleira e Garrafa de Leite”.
As uvas referem-se ao óleo de 1924, “O cacho de uvas”;
O contorno do cacho evoca a geometrização de Gris, deduzida de Cézanne,
enquanto o desenho interno das uvas sublinha o gosto pela exactidão naturalista de muitos dos seus desenhos a lápis sobre papel.”

                                                                                                     Nikias Skapinakis 2007


Organizada pela Cooperativa Árvore, inaugura no próximo dia 21 de Agosto na Sala Expo Arade em Portimão, a Exposição “OLHAR PICASSO – Picasso e a Arte Portuguesa do Século XX”, uma reflexão sobre a influência de Picasso na pintura, escultura, desenho e obra gráfica de artistas portugueses.
 
São comissários os pintores Rui Paes e José Emídio com a colaboração dos críticos e historiadores de arte Rui Mário Gonçalves, José Luís Porfírio e Laura Castro, autores dos textos que integram o catálogo, e que colaboram, também, na selecção dos artistas e obras apresentadas.
Da exposição fará parte obra original de Picasso que, em conjunto com os textos críticos, melhor traduzirá e expressará a ligação que, a vários níveis, alguns artistas portugueses, desde Amadeo e Almada até aos nossos dias, souberam criar com Picasso.
Serão apresentados cerca de 100 trabalhos entre pintura, escultura, desenho e obra gráfica de autores portugueses dos quais destacamos o pintor Nikias Skapinakis, representado pela Galeria Fernando Santos, que, num momento ou outro da sua carreira terão sido influenciados, de algum modo, pela obra do pintor espanhol.
Está igualmente prevista uma série de conferências sobre o tema, bem como outras actividades paralelas ao acontecimento.
Será editado um catálogo, amplamente ilustrado, onde constarão os textos críticos, reproduções das obras em exposição e notas biográficas dos artistas presentes.


Exposição patente até 19 de Outubro 2008

Promoção: Expo Arade – Animação, Empresa Municipal.






Organizada pela Associação PROJECTO-Núcleo de Desenvolvimento Cultural, esta exposição mostra obras dos artistas premiados nas Bienais de Cerveira (Grandes Prémios e Prémios Revelação), nomeadamente, Costa Pinheiro, Manuel Baptista, Gerardo Burmester, Pedro Cabrita Reis e Rui Sanches, representados pela Galeria Fernando Santos, cujas obras fazem parte do Espólio do Museu da Bienal de Cerveira.
Integram também esta mostra, obras recentes cedidas pelos artistas premiados.

Exposição patente até 30 de Agosto 2008

Horário: Domingo a Sexta: 14h00 - 19h00                      
Sábados: 14h00 - 22h00

Apoio: Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira




Sob a orientação e programação do pintor Manuel Baptista, inaugura no próximo dia 9 de Agosto pelas 19H00 na Galeria Trem em Faro, a Exposição “Transparências” de Gerardo Burmester.



O trabalho de Gerardo Burmester (Porto, 1953) evoluiu, desde a década de 70, tendo em conta a pluralidade de discursos plásticos e das técnicas com as quais gera combinações inéditas. A performance foi outra das suas intervenções artísticas.

Nesta exposição, o artista apresenta uma peça intitulada Intransmissibilidade (apresentada no âmbito do Porto 2001), composta por 11 recipientes de vidro com azeite e água. Completa a exposição dois trabalhos em acrílico e aço inoxidável, materiais que tem vindo a explorar nos últimos anos.
Peças de consideráveis dimensões assinalam este novo elemento de pesquisa: o acrílico e as suas potenciais “transparências”.

Esta exposição está integrada do Programa ALLGARVE 2008, com o apoio da Câmara Municipal de Faro patente até ao dia 30 de Setembro 2008
e poderá ser visitada no seguinte horário:

Horário:
Terça a Sexta: 12h30 – 00h00
Sábados e Domingos: 17h30 - 00h00
Encerra à Segunda-feira




Inaugura no próximo dia 5 de Julho pelas 19H00 no Palácio da Galeria/Museu Municipal de Tavira, a Exposição “COLECÇÕES PRIVADAS” de Pedro Cabrita Reis.



Esta exposição de Pedro Cabrita Reis, em Tavira, comissariada por Marta Almeida, conservadora do Museu de Serralves, terá um cariz antológico e envolverá a apresentação de dezenas de obras solicitadas a coleccionadores particulares e museus nacionais.
Do catálogo a editar constará uma conversa-debate com o artista, o arquitecto Souto Moura e o crítico Augusto Seabra.

Esta exposição está integrada do Programa “Verão em Tavira 2008”, da Câmara Municipal de Tavira e, até ao dia 21 de Setembro poderá ser visitada no seguinte horário:

Terça a Sábado das 10H00 às 12H30, 15H00 às 18H30 e das 20H30 às 23H00
Domingos das 10H00 às 12H30 e das 15H00 às 18H30
Encerrada às Segundas-feiras





Gerardo Burmester
“As Cores Não Dizem Nada”
Centro de Arte Contemporânea de Bragança

Inauguração: 30 de Junho de 2008 – 18H00







No próximo dia 30 de Junho de 2008 inaugura o novo Centro de Arte Contemporânea (Núcleo de Exposições Temporárias) de Bragança em cerimónia presidida por Sua Excelência, O Primeiro Ministro, Engº. José Sócrates.

Um projecto do Arqtº. Souto Moura, que acolherá a Exposição “As Cores Não Dizem Nada” de Gerardo Burmester, organizada pela Fundação de Serralves.


      

Gerardo Burmester inicia a apresentação do seu trabalho na segunda metade da década de 70, desenvolvendo várias acções performativas e configurando uma obra pictórica que associa referências neoromânticas à crítica irónica da condição da pintura e dos seus temas na situação portuguesa e internacional do momento. Em finais da década de 80, a obra de Burmester passa a utilizar o objecto e a instalação espacial como propostas de um teatro dos lugares por ela reinventados, aproximando e distanciando o espectador em jogos de sedução visual tão atractivos quanto frios no perfeccionismo intocável dos materiais utilizados: madeira folheada, alumínio polido, feltro industrial.
No trabalho especificamente realizado para o Centro de Arte Contemporânea de Bragança, o artista apresenta um conjunto de elementos coloridos de alumínio polido cujos volumes pontuam o lugar num itinerário que tanto reflecte a imagem do espectador como sublinha a exterioridade deste em relação ao alinhamento daqueles no espaço.





        


Créditos fotográficos: Rita Burmester



RUI SANCHES
MUSEUM
MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA, LISBOA
DE 17 MAIO A 31  AGOSTO 2008






Museum é uma exposição que questiona a natureza da obra de arte, o seu poder e os seus limites.
Passando para “o outro lado do espelho”, o visitante entra numa instalação onde o espaço foi totalmente trabalhado pelo autor.
A arquitectura da galeria de exposições temporárias do Museu Nacional de Arte Antiga foi pintada de uma determinada cor e, dentro dela, foi criada uma arquitectura efémera em ferro e painéis de madeira, de uma cor contrastante que replica a existente e que serve de suporte para a maioria das obras expostas.
Nesse espaço transformado encontram-se obras escolhidas das colecções do MNAA (pinturas de vários géneros e épocas, objectos decorativos e mobiliário de diversas origens geográficas) em diálogo com peças de Rui Sanches, especificamente concebidas para esta exposição. Esculturas, desenhos e pinturas sobre aço, criam relações de vários tipos com as peças do MNAA. Relações que são por vezes directas, como as que existem entre a Anunciação de Frei Carlos e os desenhos feitos a partir do quadro, ou de outra ordem temática, formal, de ambiente, etc.
As peças são expostas de forma a evidenciar a sua presença, dramatizando a relação com o espectador, através de estratégias de montagem por vezes pouco ortodoxas.
Cria-se assim um ambiente global, onde não existe um percurso narrativo linear, mas uma série de momentos, em que se estabelecem, em várias direcções, relações entre as obras, e para além e aquém delas, com o espaço físico e institucional envolvente.  





“Neste projecto pretendo investigar a relação entre algumas das linguagens artísticas da tradição Ocidental, em si mesmas e na sua relação com outras culturas, e as linguagens da arte contemporânea. Essa relação é, do meu ponto de vista, prioritariamente jogada no espaço museológico.
No espaço do Museu Nacional de Arte Antiga vou criar uma “instalação” que problematize a relação que se estabelece entre vários tipos de objectos artísticos e, sobretudo, entre o olhar do espectador e esses objectos.
Este projecto será realizado sob a forma de uma exposição/instalação e de um catálogo.
A instalação incluirá doze objectos escolhidos das colecções do MNAA:
 
- Pintura flamenga de autor anónimo “Cristo coroado de espinhos”
- Jan Saenders “S. Jerónimo”
- Patinir “S. Jerónimo numa paisagem”
- Piero della Francesca “Sto. Agostinho”
- Pintura portuguesa de autor anónimo “Sto. António” (verso: “Vanitas”)
- Frei Carlos “Anunciação”
- Josefa d’Óbidos “Natureza morta”
- A.D. Sequeira “Retrato do Conde de Farrobo”
- Relicário gótico com pintura da cabeça de Cristo
- 4 Caixas chinesas acharoadas e douradas
- Caixa/baú indo-português
- Pintura chinesa sobre espelho do século XIX
 
E diversas esculturas e obras bidimensionais da minha autoria.
Na galeria será criado um percurso/narrativa. O espectador entra na exposição passando para trás de um painel espelhado e depara-se com um espaço onde uma construção linear (em tubo de ferro de secção quadrada com 3 cm de lado) autonomiza e sublinha o desenho da arquitectura. Esta estrutura metálica serve simultaneamente para suportar os painéis de MDF pintado sobre os quais estão pendurados os quadros. Ao longo do percurso o espectador vai encontrando algumas das peças do MNAA em situações que não são as habituais: pinturas colocadas demasiado alto, parcialmente tapadas por um painel ou vistas através do seu reflexo num espelho. Os materiais estabelecem a transição para o meu trabalho: nalgumas das minhas peças o mesmo tipo de perfil de ferro e de painéis aparece também mas integrados dentro da economia da obra. Os vários tipos de bases ou plintos utilizados vão desde o plinto igual ao utilizado na museografia da colecção permanente à base como parte da escultura.
Cria-se assim um processo de continuidade entre o edifício Museu, com a sua arquitectura institucional específica, as obras contemporâneas e, através delas com o espectador. Pretende-se que o espectador seja afectado globalmente pela experiência da instalação, simultaneamente a nível intelectual e sensorial.
 
A escolha das obras da colecção do MNAA obedeceu a vários tipos de critérios: desde opções afectivas até escolhas mais operativas e conceptuais. O quadro de Piero della Francesca foi escolhido pela sua qualidade intrínseca (é uma obra prima num tempo em que esse conceito é por vezes olhado com desconfiança) e por ser em si mesmo um “museu”: a série de cenas da vida de Cristo que aparecem representadas na estola do santo é uma exposição dentro da exposição.
Há obras dos diversos géneros da pintura; retrato, paisagem e natureza morta, obras religiosas e laicas, obras com um carácter mais pungente outras mais lúdicas, obras europeias ou orientais, de origem indiana, chinesa, produzidas para consumo próprio ou para o mercado europeu.
As minhas peças estabelecem com as peças do MNAA relações diversas: de diálogo, acentuação de um determinado clima, comunhão no carácter temático, utilização e transformação de determinados dispositivos significantes. Há apenas um grupo de desenhos em que é utilizada uma obra específica como ponto de partida: a totalidade e pormenores da “Anunciação” de Frei Carlos.
 
O catálogo é composto por dois textos, um da autoria de Paulo Henriques e outro de Maria Helena de Freitas, cerca de vinte e cinco imagens a cores, sendo que dadas as características da exposição, algumas delas são da própria exposição/instalação.”
 

Rui Sanches
Lisboa, 24 de Setembro de 2007